E quando chega o fim?
Eis aí um novo começo?
Um presságio de um novo fim?
Respirando eu o verbo e expelindo a rima,
é natural que achem que achem que sei de tudo.
Como posso eu saber de tudo,
se nem sei o que é tudo?
Como posso eu continuar a escrever
sobre aquilo que vivo e sinto,
se o que por muitos anos senti
agora encontrou um fim?
Fim?
Será?
Se as histórias começassem pelo fim,
não esperaríamos por ele, e sim, por um começo.
Mas esta começou pelo começo.
Durou tempo demais.
Tirou demais dos meus dias amenos.
Mas agora que chegou ao fim,
e agora?
Não se pode pedir ao dia que
comece de novo.
O amanhã nunca será igual ao ontem.
Não se pode pedir para a morte
voltar a ser vida.
Uma vez morto, só se vive em pensamento.
Não se pode pedir ao fim
que comece novamente.
Ao se haver um novo começo,
mesmo seu fim, será diferente daquele fim
que eu imaginava ter de novo.
Posso acabar esse texto aqui.
Será então o fim dele,
ou o começo de um próximo?
Ou será que este nem começou?
Apenas sentei-me e me coloquei a escrever
sem cronologia.
Sem fins nem recomeços.
Sem recaídas, sem tropeços.
Sem nada.
E agora?

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