Pare um pouco em pense no que você fez até hoje.
O que disse, o que pensou, o que quis fazer e o que teve medo de pensar.
Agora pare por mais um instante e pense em que tudo isto contribuiu para
que você fosse quem é hoje.
Vi sóis se porem e minha vida esvair-se junto deles,
Vi luas mostrarem suas várias faces e com elas levarem as minhas,
mas que infortúnio o meu: a lua tem várias faces e ainda é lua.
E eu? Também tenho faces, mas ainda não sei qual é a minha.
Não posso afirmar que eu continuo eu.
Já chorei demais por coisas de menos.
Já ri demais por muito menos.
Já fiz o sol nascer à minha janela e ninguém percebeu.
Dane-se, o sol era meu. Eu o fiz nascer. Isto basta.
Mas fiz também ele se pôr no horizonte de meus devaneios.
Fiz de minhas tristezas as nuvens que encobriram o astro-rei da minha felicidade
na mais turbulenta tempestade do meu desespero.
Já chorei demais.
Um dia talvez farei o sol nascer de novo e não permitirei que se ponha.
Farei um dia, ser o dia, como quem sempre podia viver o dia.
Hoje ainda me ponho a pensar no que eu fiz e pensei
e em como tudo isto contribuiu para tornar-me quem sou hoje.
O que consegui nesta tarefa incessante foram algumas lágrimas.
Lágrimas que banham meu sol.
Hoje, meus olhos estão secos.
Não porque eu não chore,
mas, por chorar de mais.
Lágrimas do Sol
Author: Silvair Junior /
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