Antes que eu me esqueça
ou mesmo pereça
sob o peso de minhas amarguras
quero falar a duras penas
sobre esta coisa pequena
que tanto fere
e interfere no que somos
ou viremos a ser:
esquecimento.
De lamentos faço
e desfaço de minha vida
quando percebo que,
sem quê nem pra quê,
deixei de significar algo para alguém.
Penso que é muito fácil esquecer
do que nunca foi lembrado.
A altos brados grito:
Não me esqueça!
Não deixe que assim eu pereça
sob o peso de minhas amarguras.
Peço sim, muito
sei deste fato
mantenho-me pacato à espera
daquele abraço terno, que exaspera,
que quando menos noto,
dele sou devoto
e dele fiz minha força para caminhar.
Antes que eu me esqueça,
quero reaver à memória os amigos que fiz
os amores de um triz
das falhas e êxitos que hoje fazem de mim
feliz.
Quero ser como os primeiros passos,
a primeira palavra
a primeira bicicleta
o primeiro beijo:
Inesquecível.
Afinal,
é o que faço daqueles que amo,
e de quem não esqueço.

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